A Petrobras assinou acordos de balanceamento de custos e volumes com a Shell, a TotalEnergies e a Petrogal referentes aos reservatórios compartilhados de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos, no litoral brasileiro, pelos quais receberá um pagamento líquido de aproximadamente US$ 859 milhões.
Os acordos seguem a implementação dos Acordos de Individualização da Produção (AIPs) para os dois reservatórios, que estabeleceram participações societárias revisadas entre os parceiros após aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) do Brasil.
A Petrobras informou que o pagamento de seus parceiros no consórcio BM-S-11A deverá ser efetuado até novembro de 2026.
Nos termos dos acordos de individualização da produção aprovados, a Petrobras detém uma participação de 45,394% no reservatório compartilhado de Sururu, juntamente com a Shell, com 23,742%, a TotalEnergies, com 21,367%, e a Petrogal, com 9,497%.
No reservatório compartilhado de Berbigão, a Petrobras detém uma participação de 62,913%, enquanto a Shell possui 16,125%, a TotalEnergies 14,512% e a Petrogal 6,450%.
Os reservatórios compartilhados abrangem a concessão BM-S-11A e o acordo de Cessão de Direitos, ambos operados pela Petrobras.
Nos termos da concessão original BM-S-11A, a Petrobras detém uma participação de 42,5%, juntamente com a Shell com 25%, a TotalEnergies com 22,5% e a Petrogal com 10%. A Petrobras detém, separadamente, 100% de participação no contrato de Cessão de Direitos.
A estrutura de propriedade revisada constitui a base para conciliar as receitas de produção, os gastos com investimentos, as despesas operacionais e os royalties do petróleo, de acordo com a participação proporcional de cada empresa nos reservatórios compartilhados.
Os acordos de balanceamento de custos e volumes abrangem o período de 15 de setembro de 2000, data da assinatura do contrato de concessão BM-S-11, até 30 de abril de 2026, dia anterior à entrada em vigor dos acordos de individualização da produção de Berbigão e Sururu.